domingo, 4 de dezembro de 2011

Lesmas-do mar: mais uma beleza colorida do fundo do mar.

             Estes animais pertencem a um grupo de Moluscos chamado nudibrânquios, que significa “com as brânquias nuas”. E atualmente são conhecidas cerca de 3000 espécies no Mundo, quase todas de água salgada, desde as regiões tropicais até aos mares da Antártida.
             
O seu tamanho varia entre os 3 mm e os 28 cm, medindo a maioria entre 5 a 7 cm.Os hábitos alimentares e as estratégias utilizadas por este grupo de seres vivos na defesa contra predadores, e no ataque a presas, são extremamente eficazes. Estão muito bem preparados para se defenderem dos predadores, normalmente peixes de pequeno e médio porte, uma vez que podem assumir a cor das suas presas, onde se refugiam. Esta característica é também extremamente útil quando pretendem atacar anêmonas, esponjas.

  Algumas são capazes de secretar ácido sulfúrico e todos os exemplares que ilustram este texto são venenosos. Todas as espécies conhecidas são carnívoras, e a maioria são predadores especializados, muito selectivos no tipo de presas. Dentro de uma mesma família é normal encontrar diferentes espécies a alimentarem-se de presas muito semelhantes.São animais hermafroditas que se reproduzem por fecundação cruzada. 

Durante o acasalamento, dois nudibrânquios se posicionam lado a lado e introduzem uma massa, repleta de espermatozóides, no interior de uma abertura reprodutiva situada na região anterior do corpo. Dependendo da espécie, a cópula pode levar apenas alguns segundos ou então se prolongar por horas. Existe até mesmo o registro de um acasalamento que durou cerca de cinco dias!
Os espermatozóides são armazenados no interior do organismo até que os óvulos estejam maduros e a fecundação ocorra. Milhares de ovos são então liberados na água do mar. Uma espécie de muco envolve os ovos, mantendo-os unidos, e permitindo que esta massa ovígera se fixe a um substrato, que, geralmente, é o corpo da presa predileta do adulto.


Fonte de imagens: 
http://www.mundogump.com.br/criaturas-inacreditaveis-do-fundo-do-mar/

http://www.nature-pictures.org/pt/foto/1320/





Leia mais: 

Criaturas inacreditáveis do fundo do mar: http://www.mundogump.com.br/criaturas-inacreditaveis-do-fundo-do-mar/

Coloridas criaturas marinhas chamadas nudibrânquios : http://www.mdig.com.br/index.php?itemid=12278

Nudibrânquios: http://biologosdaua.forumeiros.com/t87-nudibranquios



Uma opção para feira de ciências ou mostra cultural: extração de pigmentos vegetais.

OS PIGMENTOS VEGETAIS
ÚPigmentos são os compostos químicos responsáveis pelas cores das plantas ou animais. Quase todos os tipos de células, como as da pele, olhos, cabelo etc. contêm pigmentos.
ÚExistem pigmentos naturais (orgânicos e inorgânicos) e sintéticos. Os pigmentos agem absorvendo seletivamente partes do espectro de luz e refletindo as outras. Quando existe a ausência destes pigmentos em seres, são chamados de albinos.
Nas plantas (e suas flores) as cores são possíveis graças a determinados pigmentos que são uma característica dos genes presentes no DNA das plantas. Os genes da planta é que determinam que tipo desses pigmentos serão produzidos, combinados ou suprimidos, pelos complexos processos bioquímicos do metabolismo vegetal, cuja biossíntese é controlada por uma série de reações envolvendo muitas enzimas.  Já em 1975 havia mais de 2000 dessas substâncias perfeitamente identificadas. Existem três classes principais de substâncias químicas associadas geralmente às cores das flores: as clorofilas, os flavonóides e os carotenóides.
O mais abundante dos pigmentos é a clorofila, responsável pela cor verde em todos os vegetais e que tem importância vital  na subsistência destes, possibilitando a fotossíntese. A clorofila está presente nas folhas, galhos e frutos, em quase todas as plantas. Em algumas, pode ser também encontrada nas raízes e flores. No que se refere à cor, existem dois tipos de clorofila: o Tipo A de tonalidade verde-azulada, de maior presença nas folhas  e o Tipo B, verde-amarelado.
Antocianinas são pigmentos solúveis em água, dissolvidas no meio aquoso dentro dos vacúolos celulares e sensíveis ao PH desse ambiente. A cor de uma antocianina individual  varia  desde o vermelho (condição ácida) até o azul ou amarelo (condição alcalina). A coloração final apresentada pelo tecido  vegetal, entretanto, depende de outros fatores além do PH, tais como luminosidade, a concentração  da antocianina dissolvida, a presença de íons, açúcares e hormônios. A luminosidade favorece a síntese das antocianinas. Em plantas cultivadas em ambiente de pouquíssima luminosidade, o nível de antocianina é bastante baixo (0.35 nmol/ g) enquanto o nível aumenta rapidamente (5.00 nmol/ g) em apenas seis dias de exposição à luminosidade adequada.
A antocianina é importante como pigmento nas partes das plantas e nas flores, mas também desempenha outros papéis importantes no metabolismo vegetal. É um potente bloqueador dos raios ultra-violetas (UV) provenientes do Sol.  Radiação UV produz defeitos no material genético do DNA das plantas, impedindo a divisão celular. Raios UV também interferem com a síntese de várias proteínas vitais ao desenvolvimento dos vegetais.  A antocianina, entretanto, ao refletir os raios UV, faz com que essa radiação, invisível aos nossos olhos mas visível para os insetos, cause a atração desses importantes agentes polinizadores.5. Um outro aspecto importante dessa substância é como  defensivo, pois empresta um sabor desagradável aos tecidos de certas plantas (quinonos, taninos e flavonóis), protegendo-as de servirem como alimento para animais e pragas.


Extrato da casca de uva
Extraído com água ou soluções alcoólicas da casca de uva vermelho escura, este extrato, dependendo da variedade, contém até 25 pigmentos diferentes. O corante é freqüentemente denominado enocianina, e seu principal cromóforo presente na casca de uva é a mistura complexa de antocianinas: antocianidina (aglicona), açúcar e freqüentemente ácidos. Na natureza, as antocianinas sempre ocorrem na forma heteroglicosídica, contendo uma ou mais moléculas de açúcar e da aglicona antocianidina. São solúveis em água e em mistura de água e álcool, porém insolúveis em óleos e gorduras.


Realizando a atividade investigativa

Material: uma flor bem colorida, folhas de beterraba e/ou de repolho roxo; folhas verdes (guiné, espinafre, couve ou grama); álcool, uma tira de papel filtro (coador de café) de cinco centímetros de largura um socador; um copo de plástico, para cada grupo.

Como fazer:
• Distribua os materiais necessários para o experimento, lembrando que cada grupo investigará somente um tipo de flor ou folha.
• Coloque as folhas ou flor em um copo.
• Com o socador, triture-as.
• Despeje álcool em cada material, cobrindo-o. Aguarde 15 minutos.
• Retire as folhas ou flores trituradas de cada mistura, deixando nos copos só o caldo.
• Mergulhe uma das pontas de cada tira de papel numa mistura.
• Deixe as tiras em repouso por duas horas.
• Ao retirá-las da mistura, coloque-as para secar.



Leia mais:

Você já ouviu falar em grama marinha? Não! Pois elas existem e fazem parte das fanerógamas aquáticas.

As gramas marinhas são  plantas fanerógamas, traqueófitas, de caule tipo rizoma enterrado no substrato móvel dos estuários. Fanerógamas marinhas (gramas marinhas) são plantas com flores adaptadas ao ambiente marinho costeiro da maioria dos continentes do mundo. As gramas marinhas formam extensos bancos e proveem valiosos recursos em águas costeiras rasas em todo o mundo, servindo de alimento e berçário para espécies importantes de pescados comerciais e recreacionais
Elas não podem viver fora do habitat marinho, portanto não devem ser confundidas com gramas verdadeiras halófitas ( que toletram ambientes com alta concentração de sais). 
tais vegetais formam um importante e diverso habitat na zona costeira. Elas compreendem somente 58 espécies incluídas em 12 gêneros atualmente conhecidos (Waycott et al. 1996). 
Servindo como indicador da saúde ambiental (Short et al. 2006). 
Seu sistema de raízes e rizomas une e estabiliza o sedimento do fundo e suas folhas desviam a corrente marinha (Ward et al. 1984, Fonseca & Fisher 1986), melhorando a qualidade da água através da deposição de matéria em suspensão. 
Estas plantas podem regular o oxigênio dissolvido na coluna d’água, modificar o ambiente físico-químico, além de reduzir a clorofila e os nutrientes na coluna d’água (Short & Neckles 1999). 
Seus bancos extensos provêem valiosos recursos em águas costeiras rasas em todo o mundo, servindo de alimento e berçário para espécies de pescados importantes para comércio e recreação (Short & Neckles 1999). M
udanças no nível do mar, na salinidade, na temperatura, nos níveis de CO2 atmosférico e de radiação UV, podem alterar a distribuição, a produtividade e a composição da comunidade de gramas marinhas. 
Por sua vez, alterações potenciais na distribuição e na estrutura da comunidade de gramas marinhas podem influenciar diretamente a biota local e regional, a geomorfologia costeira e os ciclos biogeoquímicos (Short & Neckles 1999). 
Em muitas partes do mundo as gramas marinhas não são bem conhecidas, embora forneçam funções e serviços ecossistêmicos cruciais aos oceanos e às populações humanas costeiras (Short et al. 2006).

As espécies de gramas marinhas brasileiras pertencem a apenas três gêneros: Halodule (Família: Cymodoceaceae) que ocorre em toda costa brasielira, Halophila (Hydrocharitaceae) e Ruppia (Ruppiaceae), tipicamente encontrada no Rio Grande  do Sul, na Lagoa dos Patos. Elas têm forte afinidade com a flora do Caribe (Short et al. 2001), embora ainda haja controvérsias acerca de quantas espécies de fato ocorrem no Brasil (Oliveira Filho et al. 1983, Phillips 1992, Creed 2003).

Os leitos de grama marinha são viveiros delicados normalmente localizados em águas protegidas denominadas estuários onde a agua doce e a água do mar se encontram. A maioria dos peixes do mundo tem a sua origem nos estuários e no habitat de grama marinha relacionado. As gramas marinhas são muito delicadas e a sua destruição pode levar à degradação de todo ciclo marinho.

 Sea grass - gênero Halodue

 

Phyllospadix sp.



 Fontes:

MARQUES, L. V. & CREED, J. C. Biologia e ecologia das fanerógamas marinhas do Brasil. Oecol. Bras., 12 (2): 315-331, 2008. Artigo disponível  para download em: www.oecologiaaustralis.org/ojs/index.php/oa/article/download/107/

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Hubble Captura Vida Nova em Uma Galáxia Antiga


Acreditou-se uma vez que as galáxias elípticas eram cidades que continham estrelas antigas formadas há bilhões de anos atrás.
Mas novas observações feitas com o Telescópio Espacial Hubble da NASA estão ajudando a mostrar que as galáxias elípticas ainda possuem um certo vigor jovem, graças a encontros ocorridos com galáxias menores.
Imagens feitas do centro da galáxia NGC 4150 na luz ultravioleta próxima com a visão aguçada da Wide Field Camera 3 (WFC3), revelam correntes de poeira e gás e aglomerados de estrelas jovens e azuis que tem menos de um bilhão de anos de vida. Evidências mostram que o nascimento das estrelas foi disparado pela fusão com uma galáxia anã.
O novo estudo ajuda a consolidar a ideia de que a maioria das galáxia elípticas têm estrelas jovens, trazendo uma nova vida para galáxias velhas.
“Acreditava-se que as galáxias elípticas eram feitas completamente de estrelas com bilhões de anos de vida””, disse o astrônomo Mark Crockett da University of Oxford, líder de observações do Hubble. “Elas consumiram todo o gás utilizado para fazer novas estrelas. Agora nós estamos encontrando evidências de nascimento de estrelas em muitas galáxias elípticas geradas na maior parte pelo canibalismo com galáxias menores.
“Essas observações sustentam a teoria de que as galáxias são construídas por bilhões de anos pela colisão com colisões de galáxias”, continua Crockett. “A NGC 4150 é um exemplo dramático no nosso jardim galáctico de uma ocorrência comum no início do universo”.
As imagens do Hubble revelam atividades turbulentas nas profundezas do núcleo da galáxia. Aglomerados de estrelas jovens e azuis traçam um anel ao redor do centro que está rodando junto com a galáxia. O local de nascimento de estrelas tem aproximadamente 1300 anos-luz de comprimento. Longas linhas de poeira tem sua silhueta destacada contra o núcleo amarelado, que é composto por sua vez por populações de estrelas mais velhas.
A partir da análise que o Hubble faz das cores das estrelas, Crockett e sua equipe puderam calcular que a explosão de formação de estrelas começou a aproximadamente 1 bilhão de anos atrás, um evento relativamente recente na história cosmológica. Desde então a fábrica de formação de estrelas tem experimentado uma queda na produção de estrelas.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Mergulhador profissional fotografa divisão entre Placas Tectônicas Imagens obtidas na Islândia

 
A noção de placas tectônicas foi desenvolvida nos anos 1960 para explicar as localizações dos vulcões e outros eventos geológicos de grande escala. De acordo com a teoria, a superfície da Terra é feita de uma "colcha de retalhos" de enormes placas rígidas, com espessura de 80 km, que flutuam devagar por cima do manto, uma região com magma nas profundezas da terra.
As placas mudam de tamanho e posição ao longo do tempo, movendo entre um e dez centímetros por ano - velocidade equivalente ao crescimento das unhas humanas. O fundo do oceano está sendo constantemente modificado, com a criação de novas crostas feitas da lava expelida das profundezas da Terra e que se solidifica no contato com a água fria. Assim, as placas tectônicas se movem, gerando intensa atividade geológica em suas extremidades.
As atividades nestas zonas de divisa entre placas tectônicas são as mesmas que dão origem aos terremotos de grande magnitude.
 
 
O fotógrafo britânico Alexander Mustard registrou o mergulho que ele e outros colegas fizeram na fenda entre as placas tectônicas da América do Norte e da Eurásia. A aventura para conhecer a "fronteira" entre as duas placas ocorreu no Parque Nacional Thingvellir, na Islândia. A paisagem submersa do parque é cheia de vales, falhas e fontes de lava, formados pelo afastamento gradual entre as duas placas, que se distanciam cerca de 2,5 cm uma da outra a cada ano.
Os mergulhadores que participaram da expedição desceram cerca de 24 m na fenda entre as placas, mas chegaram a até 60 m de profundidade em cânions como o Silfra e o Nikulasargia. Mustard, 36 anos, diz que as imagens mostram "o mundo submarino único da Islândia, que, assim como a ilha, é formado por paisagens vulcânicas".
A lava e o vapor quente na interseção entre as placas criou também a chaminé hidrotermal Arnarnes Strytur, visitada pelos mergulhadores. A água é expulsa da chaminé 80°C e forma uma coluna turva ao entrar em contato com a água do mar, que está a 4°C. Alexander Mustard é especializado em imagens submarinas. Um de seus trabalhos mais conhecidos é o registro fotográfico de destroços de navio no fundo do mar ao redor do mundo. 
 

As placas tectônicas se distanciam cerca de 2,5 centímetros uma da outra a cada ano. Acima, um dos mergulhadores no cânion Nikulasargia.


A lava e o vapor quente na interseção entre as placas também provocou fraturas no fundo da Lagoa Azul (foto), no Parque Nacional Thingvellir, na Islândia.


  
O fotógrafo, especializado em imagens submarinas, diz que os vales entre as placas tectônicas na Islândia têm as águas mais claras em que ele já mergulhou. Na imagem, um dos mergulhadores da expedição entra no cânion Silfra.


 
Mustard também foi até Arnarnes Strytur, uma chaminé hidrotermal de onde a água é expulsa a 80°C. Na imagem, só a mão do mergulhador, que está perto da saída da água quente, é vista com clareza.


O fotógrafo britânico Alexander Mustard registrou um mergulho que ele e outros colegas fizeram na região entre as placas tectônicas da América do Norte e da Eurásia. Na imagem, o Nes Canyon, um dos cânions formados entre as duas placas. 

O fotógrafo, de 36 anos, diz que as imagens mostram 'o mundo submarino único da Islândia, que, assim como a ilha, é formado por paisagens vulcânicas'. Na foto acima, um mergulhador no cânion Nikulasargia. A placa tecnônica da América do Norte está à esquerda e a da Eurásia, à direita.


O fotógrafo e outros mergulhadores desceram cerca de 24 metros na fenda entre as placas, para fotografar vales, vulcões e fontes termais criadas pela falha geológica. Mas alguns cânions, como o Silfra (foto) chegam a ter 60 metros de profundidade.

 
A aventura para conhecer a 'fronteira' entre as duas placas ocorreu no Parque Nacional Thingvellir, na Islândia. Na imagem, um mergulhador mostra a distância entre a placa da América do Norte (à esquerda) e a placa da Eurásia (à direita).
 
Fonte:
http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/05/mergulhador-fotografa-divisao-entre-placas-tectonicas-na-islandia.html
 
Leia mais:
Placas tectônicas


Catalizadores

Desde a descoberta do monóxido de carbono (CO), sabia-se que se pode fazer o gás unir-se com o oxigênio para formar o gás dióxido de carbono (CO2). Esta reação provoca a chama azul que vemos sobre as jazidas de carvão. Entretanto, quase no final do século dezoito, soube-se que, para que a reação tenha lugar, é necessária a presença de uma certa quantidade de água. Essa quantidade é mínima, mas sua presença acelera acentuadamente a reação. As medidas provam que a água não entra na reação. Após a reação, há exatamente a mesma quantidade de água que havia no início, mas sua presença, de algum modo, facilita a reação. 
Nas primeiras décadas do século XIX, muitas reações similares foram noticiadas, todas tendo uma característica em comum — a razão de trocas químicas foi grandemente aumentada pela presença de certas outras substâncias em quantidades extremamente reduzidas. Berzelius sugeriu em 1838 que tais substâncias aceleram uma reação química “acordando as afinidades adormecidas das substâncias” induzindo-as, dessa maneira, a combinar-se. Ele introduziu o termo catálise para esta classe de reação. A substância que provoca a catálise é chamada de catalisador ou de 'agente catalítico'. A quantidade de um catalisador necessária para certas reações é incrivelmente pequena.
Exatamente como funcionam tais catalisadores, é coisa que ainda está muito longe de ser completamente compreendida. De todo modo, eles se transformaram em uma parte indispensável da moderna indústria química. Centenas deles são usados para acelerar ou retardar importantes reações, ou para aumentar o rendimento de processos que de outra maneira seriam comercialmente impraticáveis. Eles podem ser chamados, de modo hilário, de párocos químicos, pois unem os elementos em matrimônio, não se envolvendo eles próprios, entretanto. 
Os agentes catalíticos têm sido indispensáveis desde o principio da indústria química. Uma de suas aplicações mais importantes tem sido na fabricação do ácido sulfúrico (H2S04). O ácido sulfúrico é o 'pau para toda obra' de nossa civilização moderna. É utilizado na fabricação de fertilizantes, no refino do petróleo, na limpeza dos metais antes da galvanização, nas baterias elétricas, na manufatura do raiom, corantes e explosivos e em incontáveis outros produtos.

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As primeiras idéias sobre a matéria

A Química como ciência teve suas raízes históricas nos antigos gregos. Foram deles as primeiras grandes idéias de como se constituía a matéria:
1. Tales de Mileto (cerca de 600 a.C.), filósofo e grande geômetra grego, acreditava que deveria haver uma matéria primária, da qual tudo se desenvolveu por um processo gradual de transformação ou diferenciação. Para ele a água devia ser essa matéria primária. 
2. Anaxímenes de Mileto (cerca de 585-528 a.C.) anunciou que o ar é a matéria primária de todas as coisas. 
3. Heráclito (480 a.C.) considerou o fogo como sendo a referida matéria.  
4. Demócrito (cerca de 460 a.C.) acreditava que  os componentes da matéria eram partículas indivisívieis que chamou de átomos. Demócrito aceitou que seus  átomos eram separados e podiam movimentar-se. Mais de dois mil anos depois, suas idéias deveriam desenvolver-se em uma teoria física que seria testada no laboratório. Ele também propôs uma espécie de  átomo do qual é feita a alma humana. Os átomos da alma são perfeitos e redondos, podendo penetrar no corpo inteiro. Provocam os movimentos do corpo e as funções vitais. Até mesmo o pensamento podia ser reduzido a um movimento desses  átomos da alma.
5. Empédocles (cerca de 450 a.C.) afirmou que eram quatro os componentes básicos de todas as coisas ¾ ar, fogo, terra e  água.
6. Anaxágoras, que viveu mais ou menos no mesmo tempo de Empédocles, concebeu um número ilimitado de diferentes elementos primitivos, que ele chamou de semens. Seus sêmenes eram eternos e inalteráveis. Uma substância se modifica quando seus sêmenes se separam uns dos outros, ou quando se unem com sêmenes diferentes.  Segundo suas idéias as substâncias continham todas as espécies possíveis de sêmenes. e suas propriedades dependiam do tipo de sêmen que predominasse.
7. Aristóteles atacou a teoria atômica de Demócrito e preferia a idéia dos 4 elementos principais de Empédocles, e aceitou-os em sua própria teoria que,certa ou errada, entretanto, a teoria de Aristóteles seria a base das idéias relativas à Química durante dois milhares de anos.
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Coisas no Ar (Da alquimia à química)

A Alquimia e a Química dos Antigos


O homem primitivo coletava materiais úteis da terra e do mar, das rochas, de estranhas fontes de cheiros, de animais e de plantas, e os utilizava para fabricar seus metais, tecidos, pinturas, corantes, perfumes, vasos e remédios. Como a capacidade de produzir substâncias puras apareceu muito mais tarde, a qualidade de seus produtos dependia usualmente das peculiaridades da matéria-prima existente em sua região.
O ouro, a prata e o cobre ocorrem como metais na natureza, e sua descoberta remonta a tempos perdidos na história. Embora todos os três fossem valorizados pelo homem antigo, cedo deve ter-se tornado aparente que o cobre era o mais útil dos metais para a fabricação de instrumentos práticos. A fabricação do bronze ¾ uma liga de cobre e estanho ¾ não ocorreu senão muito mais tarde, talvez por volta de 1500 a.C. Embora o cobre comum seja mole, torna-se muito mais duro depois de trabalhado a frio, com o martelamento e o curvamento envolvidos na fabricação de um instrumento com o metal frio. O uso do cobre nativo marca o início de todas as culturas metálicas no progresso humano em direção à civilização.
Muito mais tarde, o homem aprendeu a fundir o útil metal vermelho, partindo de seus minérios. Podemos apenas especular sobre uma descoberta acidental do processo. O carbonato de cobre, de cor verde, chamado malaquita, foi usado no Egito antigo como cosmético. Se um pedaço de malaquita tivesse caído nas brasas do carvão de um fogo em extinção, logo apareceriam alguns pingos de cobre. A malaquita é transformada em óxido de cobre pelo calor, este, por sua vez, é reduzido a cobre puro quando calcinado juntamente com o carvão. A remoção do oxigênio de uma substância é chamada de redução, possivelmente o primeiro processo químico aprendido pelo homem.
Embora o ferro não seja encontrado em estado nativo, o homem familiarizou-se com ele na forma de fragmentos meteóricos provenientes do espaço exterior. Durante longo tempo, o ferro foi mais apreciado que o ouro, porque era mais escasso e muito mais útil. Pequenas pedras de ferro meteórico foram usadas no Egito como jóias, anteriormente a 3400 a.C. A separação do metal do seu minério parece ter sido conseguida pelos hindus, cerca de 2000 a.C.
Uma grande quantidade de minérios, como a hematita, são ricos em ferro combinado com o oxigênio. Assim, a extração do ferro deve ter sido realizada por analogia com a fundição do cobre. O estanho utilizado para fabricar o bronze também pode ser obtido dos seus minérios comuns, com a remoção do oxigênio. Assim, a metalurgia dos primeiros tempos começou com a redução dos minérios, agora chamados óxidos ou carbonatos, calcinando-os juntamente com o carvão, em uma câmara fechada.
Entretanto, muitos minérios não cedem ao processo de redução isoladamente. Os minérios que chamamos de sulfetos ¾ combinações de um metal com o elemento enxofre ¾ requerem primeiramente um outro processo. Alguns desses minérios podem ser reduzidos ao metal se forem calcinados previamente no ar. Chamamos a esse processo de oxidação, ou seja, adição de oxigênio a uma substância. Deve ter sido logo observado que a oxidação é facilitada se o minério quente for continuamente suprido de ar fresco. Apareceram então os foles, e com eles vieram os primeiros altos-fornos toscos. Deve também ter sido observado que certos minérios de ferro, que continham calcários, formam uma massa fundida com mais facilidade.
Estas artes eram praticadas há  milhares de anos atrás, mas sua verdadeira natureza permaneceu um mistério, até o século IX.

A Alquimia
Muito antes da era cristã, os egípcios tinham adquirido grande habilidade na extração e no trabalho dos metais. Tinham-se também tornado peritos na coloração da superfície dos metais e na preparação das ligas que imitavam a aparência do ouro e da prata. Em Alexandria, tal conhecimento foi combinado com a astrologia e a magia dos babilônios e com a filosofia dos gregos. De Alexandria, esta fusão de conhecimento, especulação e misticismo passou-se para a Síria e a Pérsia e mais tarde, no século VII, para a Arábia. Os  árabes tomaram a palavra grega chemeia, que se referia à imitação do ouro e da prata, deram-lhe o artigo  árabe al como prefixo, e nos legaram a palavra alquimia.
As premissas fundamentais da alquimia são as seguintes:
1. Toda matéria é composta de uma mistura de terra, ar, água e fogo, em proporções
    variáveis.
2. O ouro é o mais nobre e mais puro dos metais, seguido pela prata.
3. Qualquer metal pode ser transformado em outro, por um processo chamado
    transmutação, que consiste em modificar as proporções dos quatro elementos básicos.
Os alquimistas acreditavam que a transmutação de um metal básico em ouro podia ser conseguida com o uso de uma substância indefinida chamada pedra filosofal. Acreditavam também em um elixir da vida e em uma panacéia. O primeiro prolongaria a vida indefinidamente, e o último curaria todos os males.
Tais objetivos da alquimia eram tão reais para os alquimistas árabes como é hoje a síntese de uma nova droga ou fibra para o químico moderno. Mas não devemos pensar na alquimia simplesmente como uma massa de superstições fantásticas. Os alquimistas têm sido caluniados por avaliações superficiais dos seus feitos. Se deixarmos de lado o misticismo e o charlatanismo inevitáveis, há muita coisa de valor que pode ser encontrada na alquimia dos árabes. Sua contribuição ¾ e ela foi realmente indispensável ¾ foram as tentativas de todas as possíveis combinações das substâncias conhecidas, durante muitos séculos; a rejeição das que não interagiam, e o registro lento e metódico de todas as receitas que o faziam. Sem essa paciente pesquisa ¾ não considerando seus motivos ¾ a Química não se teria transformado em uma Ciência.
Uma receita típica da alquimia foi aquela dada, para o esmaltamento de louças por Jabir (cerca de 760-815), alquimista árabe que se tornou conhecido dos europeus como Geber.
O maior dos alquimistas árabes foi Rhazes (865-925), cujo nome significa "homem de Ray", uma cidade da Pérsia. Um de seus livros descreve o equipamento de um laboratório. Suas sugestões incluem, entre outras coisas, as seguintes:
Forno
fole
cadinhos
alambiques
conchas
tenazes
tesourões
tachos
balanças
pesos
frascos
vidros
caldeirões
fogões
filtros
estufas
fornalhas
funis
pratos
banheiras etc.
Um laboratório assim equipado é pouco mais do que o covil de uma bruxa.
Rhazes conhecia muitos compostos químicos, incluindo possivelmente os  ácidos sulfúrico e nítrico. Ele foi também o primeiro a classificar a matéria como animal, vegetal ou mineral.
Classificou esta última em seis subclasses:
(1) espíritos, como o mercúrio ou o enxofre, que desaparecem ou se queimam, quando
      aquecidos ;
(2) sete metais;
(3) seis bóraces, inclusive o nosso atual bórax;
(4) onze sais, inclusive o sal marítimo, a cal, a potassa e alguns dos nossos álcalis;
(5) treze pedras, incluindo a malaquita (óxido de cobre), a hematita (óxido de ferro), a gipsita
      (sulfato de cálcio) e o alúmen; e
(6) seis vitríolos, certos compostos de um metal, enxofre e oxigênio, tendo uma aparência
      vitrificada.
Os alquimistas mouros que se seguiram fizeram novos avanços na classificação dos químicos. Fizeram o reconhecimento das soluções de  ácidos, sais e  álcalis, de acordo com seu efeito sobre os corantes vegetais que eram usados nos tecidos. Um desses corantes era chamado de tornassol, perfeitamente familiar, hoje em dia, a todos os estudantes de Química. O papel de tornassol torna-se vermelho quando mergulhado em um  ácido, ou azul, quando mergulhado em uma solução de um  álcali (nossas bases, como a barrela ou a cal viva). Os alquimistas mouros também deram as fórmulas dos três ácidos mais importantes da indústria moderna: nítrico, sulfúrico e clorídrico. Note-se o valor científico da alquimia.
Estes eram obtidos pela destilação dos vapores formados quando vários sais eram aquecidos.

No século VI, a liderança da alquimia passou do Islã para a Europa. Ali ela adquiriu um objetivo mais nobre sob a influência de um médico suíço, Aureolus Philippus Theophrastus Bombastus von Hohenheim, também conhecido por Paracelso (1493-1541). Ele desviou seus seguidores da obcecação da fabricação do ouro, "a arte falsa e perniciosa da alquimia", para o estudo dos medicamentos. Ensinou que o verdadeiro objetivo da alquimia devia ser a cura dos males humanos e das doenças, através do estudo e desenvolvimento de novas drogas. Suas idéias inauguraram uma nova era na Química, conhecida como iatroquímica ou química médica. Este novo campo atuou como uma ponte entre a alquimia e os primórdios da ciência exata da Química no século VII.

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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Os símbolos planetários

 Quando lemos artigos sobre o nosso sistema solar, costumamos nos deparar com estranhos símbolos, de aparência cabalística, para nomear seus componentes.
Alguns destes símbolos têm origem muito antiga e parecem sinais mágicos, muito usados pelos astrólogos para manter uma aura de mistério em torno de suas previsões.
Mas sua origem é muito mais racional que isto. Alguns foram criados pelos gregos e babilônios na representação de seus deuses, outros são bem mais modernos.
Hoje são considerados como um alfabeto astronômico e nossos computadores costumam fornecê-los como caracteres especiais junto aos símbolos das constelações do zodíaco (fonte syastro).


O Sol é representado por um círculo com um ponto para ressaltar a posição central no sistema. Obviamente este símbolo foi adotado depois da consagração do sistema heliocêntrico.




O símbolo do Lua é um dos mais evidentes e dispensa qualquer interpretação. Os alquimistas usavam este símbolo para representar a prata, relacionada com seu brilho.



O símbolo de Mercúrio é uma representação simplificada do cetro alado de Mercúrio ou Hermes, o deus do comércio e das comunicações.




O planeta Vênus é representado por um espelho de mão, o emblema da beleza e da feminilidade da deusa Afrodite dos gregos, ou Vênus para os romanos.



ATerra é representada como um círculo acrescido de uma cruz, acima ou dentro do círculo. O primeiro está caindo em desuso. Este símbolo era usado pelos alquimistas para identificar um dos seus elementos fundamentais (água, terra, fogo e ar).



O símbolo de Marte, o deus da guerra, é a representação de um escudo e uma lança em riste




O maior dos planetas tem a marca do maior dos deuses, Zeus, Júpiter para os romanos. A letra zeta maiúscula e manuscrita, foi estilizada.




Saturno, o deus da agricultura e do destino, é representado pelo alfanje, usado para ceifar o trigo e as vidas dos mortais. A lâmina da foice foi estilizada no símbolo.



O símbolo de Urano é relativamente recente, já que a descoberta data do final do século XVIII. O círculo representando o planeta foi encimado pela letra H, numa homenagem explícita a Willian Herschel (1738-1822), que o descobriu em 1816.


Acompanhando o modelo de Urano o símbolo de Netuno, descoberto em 1846, teve acrescentado o tridente de Posseidon, o deus dos oceanos.




O símbolo de Plutão, além de representar o deus do inferno e do submundo, traz as iniciais de Percival Lowell (1855-1916), o astrônomo que previu a sua existência e tentou encontrá-lo, mas que faleceu 14 anos antes de seu descobrimento (1930).



Os cometas, visitantes eventuais do sistema solar central, são representados por um cometa estilizado, sem uma identificação individual.





Estes mesmos símbolos já foram usados para representar os elementos dos alquimistas, precursores dos químicos modernos, ou mais recentemente, os dias da semana, que por vários povos são dedicados aos planetas.
Os símbolos de Marte e Vênus são muito usados modernamente para especificar masculino e feminino. 

Proposta de símbolo para Éris

O símbolo de Éris, à semelhança dos símbolos de Urano, Netuno e Plutão deve igualmente ser composto por um círculo, uma cruz e por um ou dois arcos de círculo dispostos em torno de eixo vertical de simetria.



Lei mais sobre os símboloa planetários em:
Símbolos planetários - significados
Símbolos Planetários
Um símbolo para Éris


terça-feira, 20 de setembro de 2011

Conheça os planetários existentes no Brasil!

Até 1970, o único planetário aberto ao público em geral, no Brasil, era o de São Paulo, localizado no Parque Ibirapuera.
Hoje estão instalados e em funcionamento 34 planetários fixos e vários planetários móveis. 
Existem planetários em fase de instalação (03 com projetores já adquiridos) e novos projetos estão sendo desenvolvidos em diversas cidades brasileiras - em fase adiantada está o projeto do Planetário de Rio Branco-AC. 
Os projetos dos Planetários de Cuiabá-MT e Campo Grande-MS encontram-se em desenvolvimento. Em breve, nosso país contará com 40 planetários fixos. 
As informações contidas nesta lista foram cedidas à Associação Brasileira de Planetários (ABP) e incorporadas à sua relação de Planetários Brasileiros.


Planetário da Escola Municipal de Astrofísica
Planetário "Prof. Aristóteles Orsini"
Parque Ibirapuera - Av. Pedro Alvares Cabral - Portão 10
04094-000 - São Paulo - SP
Fone/FAX: (11) 5575-5206 / 5575-5425
Inauguração: 26.JAN.1957
Equipamento: ZEISS STARMASTER ZMP
Sala de projeções: 18 m de diâmetro com 280 lugares.


Planetário da Escola Naval
Escola Naval - Departamento de Geociências
Av. Almirante Silvio de Noronha, s/nº - Castelo
Ilha de Villegaignon
20.021-010 - Rio de Janeiro - RJ
Fone: (21) 292-1252 R.297
Inauguração: 05.MAI.1961
Equipamento: Digitarium Alfa 2 (Digitalius Educations Solutions-USA)
Sala de projeções: 6 m de diâmetro com 60 lugares.

 
Planetário da Universidade Federal de Goiás
Universidade Federal de Goiás
Av. Contorno s/nº - Parque Mutirama - Centro
74.055-140 - Goiânia - GO
Fone/FAX: (62) 3225-8085 / 3225-8028

Inauguração: 23.OUT.1970
Equipamento: ZEISS Spacemaster
Sala de projeções: 12,5 m de diâmetro com 124 lugares.



Fundação Planetário da Cidade  do Rio de Janeiro
Av. Padre Leonel Franca nº 240 - Gávea
22.451-000 - Rio de Janeiro - RJ
Fone: (21) 2274-0046
Inauguração: 01.NOV.1970
Equipamento: ZEISS Spacemaster
Sala de projeções: 12,5 m de diâmetro com 140 lugares.



Planetário da Universidade Federal de Santa Catarina.
Universidade Federal de Santa Catarina
Campus Universitário - Trindade
88.040-900 - Florianópolis - SC
Fone: (48) 3721-9241
Inauguração: 12.DEZ.1971
Equipamento: DIGISTAR SP2
Sala de projeções: 6 m de diâmetro com 40 lugares.





Planetário da Universidade Federal de Santa Maria
Universidade Federal de Santa Maria

Praça Santos Dumont, Prédio 45 - Cidade Universitária
97.105-900 - Santa Maria - RS
Fone: (55) 3220-8226

Inauguração: 14.DEZ.1971
Equipamento: ZEISS Spacemaster
Sala de projeções: 12,5 m de diâmetro com 122 lugares.



Planetário Prof. José Baptista Pereira -U.F.R.G.S.
Planetário "Prof. José Baptista Pereira"
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Av. Ipiranga nº 2000
90.160-091 - Porto Alegre - RS
Fone: (51) 3308-5384 FAX: (51) 3308-5387
Inauguração: 11.NOV.1972
Equipamento: ZEISS Spacemaster
Sala de projeções: 12,5 m de diâmetro com 136 lugares.







Planetário de Brasília
Setor de Difusão Cultural, Via N1
70.070-000 - Brasília - DF
Fone: (61) 325-6245
Inauguração: 15.MAR.1974
Equipamento: ZEISS Spacemaster
Sala de projeções: 12,5 m de diâmetro com 140 lugares.




Observatório Astronômivo e Planetário Prof. Francisco José Gomes Ribeiro
Colégio Estadual do Paraná
Av. João Gualberto nº 250
80.030-000 - Curitiba - PR
Fone: (41) 3304-8912
Inauguração: 27.ABR.1978
Equipamento: ZEISS ZKP-1
Sala de projeções: 6 m de diâmetro com 75 lugares.



Planetário  FUNESC - PB
Fundação Espaço Cultural da Paraíba

Rua Abdias Gomes de Almeida, nº 800 - Tambauzinho
58.042-100 - João Pessoa - PB

Fone: (83) 224-1360 / 224-9369 FAX: (83) 225-1082
Inauguração: 18.JUN.1982
Equipamento: ZEISS Spacemaster
Sala de projeções: 12,5 m de diâmetro com 135 lugares.




Planetário do M.D.C.C.
Museu Dinâmico de Ciências de Campinas
Av. Heitor Penteado s/nº - Parque Portugal (Taquaral) Portão 7
13.075-460 - Campinas - SP
Fone/Fax: (19) 3252-2598
Inauguração: 28.OUT.1987
Equipamento: ZEISS ZKP-2
Sala de projeções: 8 m de diâmetro com 60 lugares.



Planetário de Vitória
Universidade Federal do Espírito Sant
o
Campus da UFES - Goiabeiras
29.060-900 - Vitória - ES
Fone: (27) 4009-2489
Inauguração: 23.JUN.1995
Equipamento: ZEISS ZKP-2P
Sala de projeções: 10 m de diâmetro com 70 lugares.




Planetário de Feira de Santana
Observatório Astronômico Antares
- Univ. Estadual de Feira de Santana
Rua Oscar Marques, 925 - Jd. Cruzeiro
44.015-430 - Feira de Santana - BA
Fone/FAX: (75) 3624-1921
Inauguração: 1997
Equipamento: Planetário STARLAB
Sala de projeções: 6 m de diâmetro com 60 lugares.







Planetário do Espaço Museu do Universo
Fundação Planetário da Cidade do Rio de Janeiro
Rua Vice-Gov. Rubens Berardo, nº 100
22.451-070 - Rio de Janeiro - RJ
Fone: (21) 2274-0046
Inauguração: 02.SET.1998
Equipamento: ZEISS Universarium VIII TD
Sala de projeções: 23 m de diâmetro, com 266 lugares.




Planetário Rubens Azevedo
Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura

Rua Dragão do Mar, nº 81 - Praia de Iracema
60.060-390 - Fortaleza - CE
Fone: (85) 3488-8639 / Fax: (85) 3488-8599
Inauguração: 28.ABR.1999
Equipamento: ZEISS ZKP-3
Sala de projeções: 11 m de diâmetro, com 86 lugares.




Planetário do Pará "Sebastião Sodré da Gama"
Universidade Estadual do Pará - UEPA
Rod. Augusto Montenegro, km 3 - Nova Marambaia
66.623-590 - Belém - PA
Fone: (91) 3232-1177 / 3232-1144 / 3232-1055 / Fax: (91) 3232-1143
Inauguração: 30.SET.1999
Equipamento: ZEISS SKYMASTER ZKP-3
Sala de projeções: 11 m de diâmetro com 105 lugares.




Planetário e Observatório Astronômico Bagozzi
Colégio Bagozzi - Rua João Bettega, 1 - Portão
81.070-000 - Curitiba - PR
Fone: (41) 3026-2144
Inauguração: 2000
Equipamento: Planetário STARLAB
Sala de projeções: 6 m de diâmetro com 60 lugares.

* O Planetário e o Observatório estão situados na Chácara do Colégio em Araucária.


Planetário de Tatuí 
Associação de Ensino Tatuiense - ASSETA
Rua Oracy Gomes, 665
18.270-000 - Tatuí - SP
Fone: (15) 3251-0003 / (15) 3205-1317
Inauguração: 22.ABR.2000
Equipamento: ASTER IV
Sala de projeções: 8 m de diâmetro com 50 lugares.



Planetário de Brotas
Centro de Estudos do Universo - CEU
Rua Emilio Dalla Déa s/nº - Campos Elíseos
17.380-000 - Brotas - SP
Fones: (14) 3653-4466 / (11) 3812-2112
Inauguração: ABR.2001
Equipamento: ZEISS ZKP-2
Sala de projeções: 7 m de diâmetro com 71 lugares.



Planetário de Presidente Prudente
Planetário "Dr. Odorico Nilo Menin Filho"
Cidade da Criança - Rod. Raposo Tavares, km 561
Presidente Prudente - SP
Fones: (18) 3903-7357
Inauguração: 11.OUT.2002
Equipamento: ZEISS SKYMASTER ZKP-3
Sala de projeções: 11,5 m de diâmetro com 91 lugares
.



Planetário e Observatório de Paracamby
Fábrica do Conhecimento
Centro Universitário Tecnológico de Paracambi - CEUTEP
Av. dos Operários, s/n – Fábrica
26.600-000 - Paracambi - RJ
Fone: (21) 2683-1868
Inauguração: 2003
Sala de projeções: com 35 lugares.




Planetário de Três Rios
Espaço da Ciência - Casa de Pedra
Secretaria de Ciência e Tecnologia da Prefeitura Municipal de Três Rios
Rua Barão de Entre Rios, s/nº - Centro
25.802-315 - Três Rios - RJ
Fone: (24) 2252-0357
Inauguração: 2003
Sala de projeções: com 35 lugares.




Planetário Municipal de Itatiba
Planetário Municipal "Prof. Benedito Rela"
Estação Ciência - Parque Ferraz Costa
13.250-000 - Itatiba - SP
Fone: (11) 4538-4547 / 4534-3839
Inauguração: 07.NOV.2003
Equipamento: Projetor Sphaera I - fabricado por Carlos E. Mariano.
Sala de projeções: 8 m de diâmetro com 65 lugares.



Planetário Cosmos
Observatório Municipal de Americana - OMA
Rua Itacolomi, 1.113 - Jd. Ipiranga
13.468-000 - Americana - SP
Fone: (19) 3407-2985
Inauguração: 08.JUL.2005
Equipamento: Projetor Stellarium - fabricado por Carlos H. A. de Andrade
Sala de projeções: 3,6 m de diâmetro com 20 lugares.



Planetário do Carmo
Parque do Carmo - Rua John Speers, 137 - Itaquera
08265-040 - São Paulo - SP
Fones: (11) 6522-8555 / 6521-1144
Inauguração: 30.NOV.2005
Equipamento: ZEISS UNIVERSARIUM VIII
Sala de projeções: 20 m de diâmetro com 264 lugares.




Planetário de Londrina
Universidade Estadual de Londrina - UEL
Rua Benjamin Constant, 800 - Centro
86.010-350 - Londrina - PR
Fone: (43) 3344-1145
Inauguração: 01.JUN.2007
Equipamento: GAMBATO - Modelo BS 3200a
Sala de projeções: 08 m de diâmetro com 44 lugares.




Planetário de São José do Rio Preto
Centro Integrado de Ciência e Cultura - CICC
Av. João Batista Vetorazzo, 500 - Distrito Industrial
15.035-470 - São José do Rio Preto - SP
Fone: (17) 3232-9426
Inauguração: 03.NOV.2008
Equipamento: ZEISS Skymaster ZKP-3
Sala de projeções: 11 m de diâmetro com 96 lugares.




Planetário de Santa Cruz
Fundação Planetário da Cidade do Rio de Janeiro
Cidade das Crianças Leonel Brizola
Rodovia BR 101 (Rio-Santos), km 1 - Bairro Santa Cruz
Rio de Janeiro - RJ
Fone: (21) 3157-4121

Inauguração: 14.DEZ.2008
Equipamento: DIGISTAR 3 - Evans & Shutherland Computer Corp. (USA)
Sala de projeções: 13 m de diâmetro com 88 lugares.




Planetário do Museu Parque do Saber
Museu Parque do Saber Dival da Silva Pitombo
Fundação Cultural Municipal Egberto Tavares Costa
Rua Tupinambá, 275 - Bairro São João
44.051-224 - Feira de Santana - BA
Fone: (75) 3614-9806

Inauguração: 15.DEZ.2008
Equipamento: ZEISS Skymaster ZKP-4
Sala de projeções: 13 m de diâmetro com 165 lugares.



Planetário de Parnamirim
Prefeitura Municipal de Parnamirim
Parque Temático Aluízio Alves
Av. Castor Vieira Régis - Bairro da Cohabinal
59.140-670 - Parnamirim - RN
Fone: (84) 3643-3931/ 3645-2023/ 8856-1446
Correio Eletrônico: planetariodeparnamirim@hotmail.com
Inauguração: 30.DEZ.2008
Equipamento: Planetário Sphaera S6T
Sala de projeções: 08 m de diâmetro com 59 lugares.




Planetário da CCTECA
CCTECA- Casa de Ciência e Tecnologia da Cidade de Aracaju
Av. Oviêdo Teixeira, 51 - Parque da Sementeira - Bairro Jardins
49.026-100 - Aracaju - SE
Fone/F
ax: (79) 3217-3370
Correio Eletrônico: ccteca.planetario@yahoo.com.br
Inauguração: 22.MAR.2009
Equipamento: Projetor Definiti PD II fabricado pela SKY-SKAN (USA)
Sala de projeções: 6,0 m de diâmetro com 31 lugares.



Planetário de Foz do Iguaçu
Pólo Astronômico do Parque Tecnológico Itaipu (PTI)
Complexo Turístico Itaipu (CTI)
Av. Tancredo Neves, 6731
85.867-900 - Foz do Iguaçu - PR
Fone: (45) 3520-6818 / FAX (45) 3520-6668

Inauguração: 20.MAI.2009
Equipamento: Planetário Sphaera S6T
Sala de projeções: 11 m de diâmetro com 73 lugares.



PLANETÁRIOS ESPECIAIS


Planetário de santo André
Sabina Escola Parque do Conhecimento
Rua Juquiá, s/nº - Bairro Paraíso
09.181-720 - Santo André - SP
Fone: 0800-019-1944
Inauguração: Sem data prevista
Equipamento: ZEISS - STARMASTER ZMP
Sala de projeções: 18 m de diâmetro com 280 lugares.




Planetário de Belo Horizonte
Circuito Cultural Praça da Liberdade
Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais
Rua Rio de Janeiro, 1801 - Bairro de Lourdes
30.160-042 - Belo Horizonte - MG
Fone: (31) 3330-1500
Inauguração: Sem data prevista
Equipamento: ZEISS - ZKP4
Sala de projeções: 09 m de diâmetro.




Planetário de Pelotas
Universidade Federal de Pelotas - UFPel
Núcleo de Estudos da Terra - NET
Rua Gomes Carneiro, 1 - Centro
96.010-610 - Pelotas - RS
Fone: (53) 3921-1401 · FAX: (53) 3921-1268



Inauguração: Prevista para o 1º semestre de 2010
Equipamento: Planetário Sphaera S6T
Sala de projeções: 08 m de diâmetro.




PLANETÁRIOS EM PROJETO

Planetário da Lagoa
Governo do Estado do Acre
Parque Tucumã - Rio Branco - AC
Rodovia Federal BR 364
http://www.youtube.com/watch?v=URiTIdVsQ6s
Inauguração: Sem data prevista
Equipamento: Planetário Digital
Sala de projeções: 09 m de diâmetro com 60 lugares.



Planetário de Cuiabá
Governo do Estado do Mato Grosso
Cuiabá - MT - Sem local definido até o momento.
http://looktosky.wordpress.com/2007/06/02/projeto-do-planetario-e-indicado-por-unanimidade-na-al/
Inauguração: Sem data prevista
Equipamento: Planetário Zeiss
Sala de projeções: a ser definida no projeto
.


Planetário de Campo Grande
Prefeitura de Campo Grande
Avenida Duque de Caxias - Campo Grande - MS
http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=676962
Inauguração: Sem data prevista
Equipamento: a ser definido
Sala de projeções: a ser definida no projeto.